terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Desconstrução.



Recordo –me que desde quando eu era criança sempre tive um olhar especial para os oficios manuais que criam estrutura: marcenaria, carpintaria, ou a construção civil. Durante muitos anos mesmo compreendendo o teor pejorativo que minha classe social aonde resido tem para pedreiros, quis ser um.
Hoje em dia eu ainda acho fascinante estes oficios, e se o tempo me der condições um dia entrarei em alguma oficina que me ensine um pouco de algumas dessas coisas. Porém acho que muito pelo desenvolvimento do meu senso estético acabei por ter um gosto por desconstruções, falhas e limitações. A desconstrução de um pensamento ou frase aleatória, a desconstrução de um objeto que ofende o senso comum por não ser o que deveria ser, a falha do objeto ou ser que por ser-o-que-é ofende ao senso dos outros.
Se eu pensar um pouco vejo que muito desse meu gosto esta em uma busca por "essência"mas também em uma rebeldia infantil, uma revolta sem sentido que diz “não seja o que esperam de você” ou mesmo “ofenda a todos com sua verdade, sua forma, cuspa isso no rosto de todo mundo”.

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