Eu não tenho ao certo uma definição do que acredito ser "alma", seja o "espírito" no abdômen, essência que flui "aura" ou consciência, porém parto do principio de que essa essência em si exista e seja reencarnada a partir da matéria transformada. Após a morte nutrimos outros organismos que nutrem outros e assim consequentemente levando as almas ali estocadas a se acumularem até virarem uma "alma completa" que assim gerará uma nova consciência(alma).
Isso logicamente é apenas algo em que acredito, porém o que me perturba nisso é a matemática da coisa. Se pensarmos que a quinhentos anos atrás tinhamos no mundo cerca de nem um décimo de pessoas que temos hoje podemos dizer que as almas se fragmentam, ou seja, a alma que uma pessoa tem hoje é um fragmento comparado a alma que uma pessoa tinha a quinhentos anos atrás, qual a consequência disso? Na verdade é impossível saber, por que fora consciência não tenho nada mais para deduzir sobre a função da alma.
Um erro aqui talvez seja pensar que a alma é algo com tamanho imutável, se for assim, o que aumenta a alma a ponto dela crescer e se fragmentar em diversas outras? Seria aumento de consciência já que esta parece ser sua essência? Ou ao contrário, a inconsciência a faz expandir procurando consciência? Seres sem identidade ou com identidades fracas geram novas almas?
A verdade é que esta segunda opção parece uma solução simples para a questão do aumento populacional porém não é algo em que eu acredite, eu acredito que somos apenas centelhas das almas de outro tempo, e assim as pessoas do futuros terão ainda centelhas mais fracas de almas que as nossas, e isso significa que ao meu ver chegará o momento em que as almas serão tão fracas que nenhum ser será nutrido de consciência completa. Quando digo consciência não digo inteligência, e sim estrutura de identidade e individualidade, que é o que posso chamar de "alma".

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