A idéia de ser um ator interagindo com todos não me satisfaz muito, a verdade é que por mais estranho que pareça sou bem anti-social, aliás, o que confunde muito as pessoas é a minha facilidade com a socialização com minha postura em certos momentos, isto esta em uma confusão primária entre ser anti-social e ser tímido.
Em mais uma compreensão minha da estrutura do ser chego a idéia de que todos seres tem dois extremos:
- O ser analítico: A essência que nos faz observar e teorizar sobre tudo, a curiosidade incessante sem maiores propósitos e a frieza da síntese que se faz de todos acontecimentos.
- O ser impulsivo: A essência da vontade e do ego, o lado pouco racional que tende a procurar a satisfação dos anseios imediatos.
Acho que meu tédio constante e minha insatisfação com as coisas como estão buscou um narcótico 100% natural no ser analítico, estou já a cinco dias apenas lendo artigos que acho interessantes e escutando bandas enquanto faço resenhas mentais das mesmas, procuro gerar interpretações superficiais de diversos aspectos do mundo e não as guardo, são a morfina do momento, busco qualquer noticia que me traga fragmentos de estimulo ao teorizar e me desfaço de todo emaranhado de idéias um segundo após telas.
Percebi que estes atos são totalmente desprovidos de fortes emoções chegando ao máximo do positivo a cócegas de excitação e ao fundo do negativo com a irritação da idéia mal concebida, e isso me agrada, não é profundo mas é suave, quase artístico eu diria.
É como se minha existência estivesse espalhada em todos esses assuntos que ando explorando, é como se eu tivesse desprovido de uma existência sólida e entrado em uma concepção de agente abstrato de tudo, meu existir em tudo.

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